Conhecendo a autora: Samanta Holtz

Autora: Samanta Holtz

Livros: O Pássaro e Quero ser Beth Levitt (ainda não publicado)

Editora: Novo Século

Apaixonada pela leitura desde pequena, Samanta Holtz é uma das boas escritoras que despontam na literatura nacional. Seu destino parece ter sido trilhado desde o berço, pois a autora compartilha sua data de nascimento com o Dia Mundial do Livro. Coincidência ou destino, o fato é que Sam, através de suas obras, é capaz de emocionar, divertir e alegrar as nossas vidas. Nessa entrevista, concedida ao Resenhas de Cabeceiras, você poderá conhecer um pouquinho dessa porto-felicense.

√ Em “O Pássaro”, a personagem principal é uma jovem independente, determinada a encontrar liberdade em meio a uma sociedade autoritária. Isso mexe com você (sentimentos)?

Olá!! Em primeiro lugar, obrigada pela entrevista e pelo espaço no blog 🙂

Bem, a busca por um sonho, qualquer que seja ele, mexe muito comigo porque eu própria sou uma pessoa muito focada em meus objetivos. Confio plenamente em Deus e nas oportunidades que Ele nos dá de, pouco a pouco, passo a passo, aproximar-nos mais daquilo que tanto almejamos!

No caso da Caroline, ela não apenas tinha um sonho ousado, para a época, como toda uma sociedade contra ela. Seu sonho era proibido, seu amor era proibido, seu comportamento era inaceitável. Ou seja… ela era toda “às avessas”, para seu tempo, o que tornou sua busca muito mais difícil – mas, ao mesmo tempo, muito mais emocionante! É como aquelas pessoas que, nos dias de hoje, lutam contra todas as dificuldades e adversidades em nome de um sonho, ou do sucesso de um filho, de alguém que ama. Acho isso muito, muito lindo! E sou daquelas que sempre choram em programas de TV como “Lar, doce Lar” e afins! (risos). 

 

√ Como você percebeu que seu destino era ser escritora?

Desde pequena, escrever é uma grande paixão, um vício. Sempre tive meus cadernos de textos, poesias, contos e histórias em quadrinhos! Meu sonho era trabalhar nos estúdios do Mauricio de Souza. Foi após escrever meu primeiro romance que a ideia de ser, mesmo, uma escritora e publicar meus trabalhos realmente começou a tomar forma – por incentivo dos amigos e familiares que liam meus trabalhos e insistiam que eu devia levar a carreira a sério. Então, busquei saber como funcionava, me informei, tentei… e consegui!

 

√ ”O pássaro tem influência externa? Como músicas, filmes, teatros e outros.

Há algumas músicas que selecionei como “playlist oficial” do livro – algumas que me inspiraram durante o processo de escrita e outras que, hoje em dia, mesmo ele já estando pronto, acho muito “a cara” do livro e também adotei. A música “The moment”, do Kenny G, foi essencial para um momento crucial do livro… “I knew I loved you”, do Savage Garden, e “You’ll be in my heart”, do Phil Collins, ditavam o tom romântico. E, por aí, vai! Não tive, contudo, nenhum material que usei de referência, no momento de criar O Pássaro – que tivesse, por exemplo, dado a ideia da história ou de parte dela. Apenas músicas como inspiração, mesmo!

 

√ De onde vêm os seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?

São todos fictícios. Não me baseei em ninguém, até porque, se eu faço isso, acabo bloqueando meu processo criativo… o personagem, para mim, precisa ser totalmente isento de referências pessoais! O máximo que pode acontecer é eu observar o comportamento de alguém no meu dia-a-dia que seja semelhante ao personagem e entender como ele age, reage, pensa, se comporta… mas é só! 

 

√ Qual foi o verdadeiro motivo para você se tornar escritora?

 O amor por escrever. Simples e unicamente isso! Sempre tive em mente que não importava se eu conseguiria ou não publicar meus trabalhos, um dia… e também não importa se isso vai me deixar rica ou pobre, famosa ou anônima; eu nunca vou parar de escrever, pois é o que eu mais amo fazer! E ver a reação dos leitores, receber e-mails, cartas, comentários, saber que eu toquei o coração deles… isso, sim, não tem preço!

  

√ Qual de suas obras/personagens é seu favorito? Por que? O que ele significa para você?

Nossa, que pergunta difícil!!! Sei que é clichê dizer isso, mas “é o mesmo que perguntar a uma mãe qual é o seu filho favorito”! rs… Bem, vamos lá. Tenho um carinho muito especial por Caroline, por seu espírito nobre, ousado e corajoso… não havia melhor personagem minha para ser a primeira a desbravar o mercado literário e o coração dos leitores! Ainda em “O Pássaro”, gosto da cigana “Mãe Nuha”, que tem sempre uma palavra sábia ou um ensinamento a transmitir (gosto de personagens assim, em geral…). Já em “Quero ser Beth Levitt”, meu novo romance, tenho um carinho todo especial pela protagonista, Amelie. Ela é inocente, meiga e dona de um coração muito puro… um exemplo de que é possível buscarmos nossos sonhos sem “pisarmos” nos outros. Agora, quanto aos mocinhos… difícil escolher um favorito! Cada um tem o seu ponto forte, o seu diferencial… mas ainda me derreto, em especial, com a doçura e o jeito incondicionalmente apaixonado de Filip, em O Pássaro!

  

√ Como surgiu a história?

Desde adolescente, eu tinha grande admiração pela Idade Média. As aulas de História, no colegial, alimentaram esse fascínio, quando aprendi sobre os senhores feudais, os vassalos, os castelos… não conseguia deixar de imaginar como seria a vida de uma jovem, nessa época, vivendo conflitos como um amor proibido ou a busca de sonhos que a sociedade considerava incabíveis. Foi assim que Caroline nasceu, aos pouquinhos… quando me dei conta, já tinha algumas cenas prontas na imaginação e comecei a uni-las em uma trama. Não houve o exato momento em que nasceu O Pássaro ou em que decidi que iria escrever uma história de época. Ela simplesmente aconteceu!

 

√ Você utiliza algum material como referência para escrever, ou é pura e simplesmente inspiração momentânea?

Inspiração, a mente em paz e uma boa música de fundo – de preferência, instrumental. São os ingredientes necessários para que eu liberte minha imaginação e deixe a história se desenrolar! Às vezes, sou eu que a conduzo; outras, é a história quem me guia. Aos poucos, vejo para onde ela quer me levar e simplesmente me deixo levar, acompanhando seu ritmo. É absolutamente delicioso, e é justamente por este motivo que, quando começo a escrever, é tão difícil parar (e tão fácil adentrar a madrugada criando!).

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por resenhasdecabeceiras

2 comentários em “Conhecendo a autora: Samanta Holtz

  1. Samanta é uma pessoa especial, daquelas que não encontramos muito por aí. Já li o livro dela e é muito lindo, caprichoso, maravilhosamente bem escrito e por aí vai. Percebe-se o seu carinho pela escrita através de uma simples mensagem em facebook , Até mesmo quando coloca suas risadas – eu observo isso e acho muito legal – pois em geral, eu por exemplo, coloco assim: rsrsrsrs… E ela coloca assim: rs rs rs… Nesses pequenos detalhes dá pra saber o quanto ela é cuidadosa e deixa isso transparecer em seu trabalho! Te desejo ainda mais sucesso, Samanta! Deus te abençoe sempre, cuidando de sua vida em todos os sentidos possíveis!

    Beijão!!!

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